A Polícia Federal realizou uma operação na manhã desta sexta-feira (8) contra corrupção de servidores do INSS e fraudes à previdência no Norte Fluminense. A Operação Cardiopatas cumpriu 12 mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária, 15 de busca de apreensão e 20 de condução coercitiva em Campos, São João da Barra, Italva e Casimiro de Abreu. O prejuízo chega a R$ 4 milhões à previdência.

Entre os investigados, estão técnicos do Seguro Social, médicos peritos, médicos particulares, agenciadores de benefícios e clientes da organização criminosa. Segundo a Polícia Federal, 120 agentes contaram com o apoio de dois analistas de inteligência previdenciária e do Ministério Público Federal.

Segundo o delegado Vinícius Venturini, que coordena a operação, as equipes da Polícia Federal foram a vários pontos de Campos, como a Pelinca e Campo Novo, e pessoas foram conduzidas à sede da PF na cidade.

De acordo com a PF, no curso da investigação, foram comprovadas fraudes em 34 benefícios por incapacidade, entre auxílios-doença e aposentadoria por invalidez, gerando um prejuízo de pelo menos R$ 4.373.151,04 à previdência, segundo a polícia.

O delegado Felício Laterça, da Polícia Federal em Macaé, disse que um mandado de condução coercitiva foi cumprido em Barra de São João, em Casimiro de Abreu, na manhã desta sexta. O homem detido é suspeito de se beneficiar do esquema de fraude no INSS.

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato previdenciário, corrupção passiva e ativa, peculado e violação de sigilo funcional.

O nome da operação se deve ao fato de a maioria dos beneficiários pela organização criminosa terem simulado miocardiopatia dilatada ao INSS com base em documentos ideologicamente falsos.

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