Igreja irá remover bancos para atrair muçulmanos a cultos ecumênicos

A igreja anglicana St. Thomas Werneth, em Oldham, na Inglaterra, mantém uma escola de educação infantil anexo ao templo. Em um levantamento este ano, descobriu que nenhum dos pais dos seus alunos se declara cristão. A maioria é islâmico e um percentual menor se declara “sem religião”.

A administração da igreja está decidida a atrair as pessoas da comunidade para os cultos, onde só aparecem algumas dezenas de fiéis, sendo a maioria idosos. O primeiro passo foi remover todos os tradicionais bancos de madeira para atender os muçulmanos em cultos ecumênicos. Assim, eles poderão estender os tapetes de oração sem a “inconveniência” das pesadas estruturas de madeira.

O Chanceler da Diocese de Manchester, responsável pelo templo, disse que a igreja recebeu permissão para remover os assentos pois isso traria “grandes benefícios públicos” e que a presença da comunidade no local seria “mais importante que a perda de bancos”.

“A Igreja deseja ser um lugar de acolhimento, crescimento e engajamento para a comunidade local. Sua presença ali é importante para estimular a coesão social e a interação entre muçulmanos e cristãos”, afirmou o chanceler, que defendeu a necessidade de “compartilhar o patrimônio”.

A igreja foi construída no século XIX, sendo tombada como patrimônio público. A legislação diz que não podem ser feitas reformas no exterior, que descaracterizem a arquitetura. Porém, é possível mudar o interior. Além da retirada dos pesados bancos de madeira, será trocado o piso e reformulados os sanitários.

Até o momento, nenhum membro da igreja se manifestou publicamente contra a mudança.

A administração do templo diz que está seguindo as recomendações do governo, que recentemente divulgou um projeto dizendo que as igrejas anglicanas deveriam procurar alternativas “para servir melhor suas comunidades locais”.

O Departamento de Cultura, Mídia e Esporte, a agência do governo inglês responsável pela “herança religiosa” do Reino Unido, decidiu que as igrejas devem ficar disponíveis para “propósitos novos e diferentes”. Isso incluindo a possibilidade de servirem para abrigar cultos de outras fés. Com informações de Telegraph

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