Animal ficou preso em um canal raso, formado pela baixa do nível do rio Madeira. Segundo veterinário, caso não fosse resgatado, o boto da espécie tucuxi poderia morrer de fome.

Por Rede Amazônica

Em uma região do rio Madeira que no período de chuvas é possível navegar, na estiagem quilômetros de praia aparecem. Com o nível mais baixo do rio, canais rasos são formados, e em um deles, na região de Cujubim, área rural de Porto Velho, um boto da espécie Tucuxi ficou preso por pelo menos quatro dias.

Na manhã desta terça-feira (6) homens da Polícia Militar Ambiental e do Corpo de Bombeiros se uniram para o resgate do animal. Pescadores que passavam pelo local avistaram o boto há quatro dias, encalhado em uma bacia entre bancos de areia em um braço do rio, e acionaram o socorro.

A sitiante Roseli Leal mora em uma propriedade rural perto do local onde o boto ficou preso, e conta que chegou a ver o animal se debatendo. Pouco depois, o rio subiu um pouco e aumentou o volume de água onde ele estava, permitindo que o boto pudesse esperar a ajudar chegar.

“É um bicho da natureza, uma riqueza do rio, dá dó de ver o animal assim”, diz Roseli.

Boto é resgatado após quatro dias encalhado em braço do rio Madeira localizado em distrito de Porto Velho — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Boto é resgatado após quatro dias encalhado em braço do rio Madeira localizado em distrito de Porto Velho — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Como no local não dá para chegar de barco, policiais e bombeiros tiveram que encarar uma caminhada de cerca de um quilômetro para o resgate. Com a ajuda de um veterinário, uma rede de pesca foi colocada na água, o animal foi localizado e depois de cerca de meia hora de tentativas, pôde ser retirado do canal e devolvido ao rio.

“Ainda bem que ele estava com a saúde boa, mas com certeza ele não ia sobreviver aqui devido a seca. Não por ele não conseguir respirar, porque a respiração dele é diferente, ele consegue pegar oxigênio do ar, e não igual aos peixes que é da água, mas por falta de alimento mesmo”, explica o sargento e veterinário Marcelo Andreani.

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