Criminosos chegaram usando casacos com capuz, no horário de entrada e escolar, e renderam os estudantes que chegavam. Ladrões levaram dinheiro e celulares das vítimas.

Estudantes, professores e funcionários da escola estadual Percy Batista Crispim, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foram rendidos por bandidos armados na última quinta-feira (26).

Os ladrões levaram dinheiro e celulares e imagens das câmeras de segurança da escola mostraram como eles agiram.

Os criminosos chegaram usando casacos com capuz, no horário de entrada e escolar, e renderam os estudantes que chegavam. Houve susto e correria, mas ninguém ficou ferido.

A Polícia Militar foi acionada, mas quando chegou a escola, os bandidos já tinham fugido. As imagens das câmeras foram encaminhadas para a Polícia Civil, que está investigando o caso. Funcionários e vítimas foram chamados para prestar depoimento.

O sindicato estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe) diz que há três anos as escolas estaduais não têm mais porteiros, por uma política de corte de custos. O sindicato argumenta que os porteiros e vigilantes deixam as escolas mais seguras, controlando o acesso dos estudantes, e dificultando a entrada na instituição de quem não é aluno.

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação informou que a direção da unidade entrou em contato com a Polícia Militar imediatamente após o fato. “Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Polícia da região. Uma equipe multidisciplinar do Programa Cuidar foi acionada para acompanhar o caso e dar suporte aos alunos e professores do colégio”.

A secretaria também anunciou a implementação do Programa Cuidar, no qual em todas as escolas serão contratados profissionais que atuarão nos serviços de portaria e inspeção patrimonial das escolas.

“Por meio do Cuidar, será instalado um aplicativo no aparelho de telefone celular dos profissionais que vão trabalhar no Programa em cada escola. Por meio desse dispositivo, em caso de qualquer emergência nas unidades de ensino, os profissionais poderão acionar a Central de Comando e Controle da Secretaria de Educação, onde uma equipe receberá imagens e áudios dessas situações para que, desta forma, possa identificar a necessidade de acionar, por exemplo, a Polícia Militar ou o Corpo de Bombeiros, e tomar a decisão mais adequada”, diz a nota.

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